O Povo Na Rua em Junho

Como muitas coisas que se esperavam acontecer no nosso país e não aconteceu ou sequer passou perto, acredito que seja uma utopia isso acontecer, muito embora seja essa a vontade de muitos brasileiros nos quais me incluo. Podem até me criticarem, não vejo com bons olhos os rumos que estão tomando e querendo nos fazer acreditar que está certo. Digo isto fazendo um comparativo do que já "ví" ao longos dos anos que tenho vivido. Não aceito essa cegueira que está sendo imposta, me incomoda muito ver tudo isso passando a nossa frente e os poderes constituídos envolvido nessa lama que mas se assemelha a uma areia movediça. Me preocupa o país que estamos construindo, vendo ser construído, permitindo que se construa e acomodados não esboçarmos qualquer resistência ou manifestação. Mas me refiro algo de concreto e de caráter sério, como pede a situação, não como estão fazendo, que mais parece uma algazarra; manifestações pontuais, mas sem natureza de mostrar o que se quer, onde e em que tempo ou seja sem propósitos definidos. Conversando com um colega ontem, voltando de uma viagem de trabalho, sobre assuntos pertinentes a esse caos que estamos vivendo, ele fez uma colocação interessante; Disse ele que o brasileiro só sai as ruas para fazer alarde, em três circunstâncias: Carnaval, comemorar a vitória do seu time ou pra parada gay. Infelizmente temos que concordar, pois é isso que temos visto acontecer. Fomos condicionados de que só precisamos de pão e circo, e estamos assistindo cirandarem com nossos valores de vida, achando que tudo isso é normal, aceitável e sem retorno, numa acomodação nociva e profunda. 
Medo da justiça que é praticada hoje só os cidadãos honrados e cumpridores de seus deveres, mas os bandidos outorgados nem se incomodam e até riem dos que acreditam que algo vai acontecer com eles.    


Júnior Brito em 28 de Setembro de 2013

Governo Investe Mal na Saúde do Brasileiro




Mais uma pérola do nosso governo. O olhar que devemos ter diante de tal noticia se perde em algumas vertentes; a ideia de termos um melhor atendimento na nossa debilitada, dilapidada, destruída e doente saúde seria algo de saltar os olhos de estupefação se não desconfiássemos do que pode estar por trás de mais essa manobra. Então temos no país um grande número de Faculdades de Medicina e estas lançam a cada ano outro grande número de formados para o mercado de trabalho e são insuficientes para atender as demandas do crescimento populacional e dos campos de atuação? Onde estarão então se concentrando estes formandos e por quais motivos recusam certas frentes de trabalho? Sei que em todas as profissões dos diversos profissionais que se formam nem todos atuam na área de formação e tem outros tantos que, apesar de terem cursado, não tem competência para o exercício da profissão, mas, estes são minoria. Será que justifica ações como essa?


É sabido que muito do que se tem gastado ou supostamente investido na saúde, poderia ser economizado se houvesse investimentos em outras áreas de que a população precisa. Estão tentando tratar das doenças ou causas e nem sequer um olhar para a origem delas. Só um exemplo, se cuidassem melhor da qualidade dos alimentos que são produzidos em nosso país, no que tocam todas as questões sanitárias, transporte e comercialização estaríamos nos alimentando de produtos sem resíduo de agrotóxicos, mais baratos e de melhor aparência. Se houvesse mais investimento no homem do campo um circulo contínuo de problemas seria quebrado. Mais gente no campo, menos favelas na cidade; maior oferta de alimento e de qualidade, menos problemas de desnutrição e doenças; mais gente trabalhando, menos ócio; mais cabeças ocupadas, menos inclinação para a marginalidade; e por aí vai.


Como mencionei acima a ideia pode até ser nobre, mas como diz um ditado “de boas ideias o inferno anda cheio”.


Partindo deste pressuposto o que seria feito então com a segurança pública, com o crescimento da violência, do tráfico de drogas, da deficiência educacional? Importariam também profissionais nessas áreas? Não colocaríamos assim em cheque os profissionais que são formados aqui? Não seria uma incoerência propagar tantos avanços e não avalizar a competência dos atos de governo? É como se disséssemos comprem o que vendo mas não me chamem para usufruir dele pois não é seguro!


O que mais teríamos que importar? A nossa classe política? E viriam de onde? De Cuba também ou da Venezuela? Pode parecer estranho, mas acho que eles estão mais perto do que aparentam.
Edivaldo Brito Jr
7 de Maio de 2013

Mn. Neilza Gonzaga

Liturgia de Cultos a Deus

Liturgia de Culto a Deus


Liturgia de Culto
Mn. Neilza Gonzaga
Como Dirigir Cultos Biblicamente Relevantes?
1.Para quem é o Culto?
2.Qual o Propósito do Culto?
3.Quais os Elementos Constituintes do Culto Bíblico Relevante?
4.Qual a Estrutura do Culto Biblicamente Relevante?
5.Conclusão

Um Culto Bem Preparado
1.Liturgia
2.O que significa Cultuar?
3.Liturgia é um Ritual?
4.Adoração e Atos Litúrgicos
5.Isaías 6 – Concepção Litúrgica
6.Entendendo o que é Culto
7.Aplicações Práticas
8.Como Preparar um Programa de Culto
9.Instruções Práticas para os Dirigentes de Culto
10.Programas de Culto
11.Atividades

Bibliografia


COMO DIRIGIR CULTOS BIBLICAMENTE RELEVANTES?
Não estamos falando apenas de cultos relevantes, mas "biblicamente relevantes". O "biblicamente" faz diferença. A relevância de muitos cultos tem sido buscada no seu significado para as pessoas. Vivemos numa época antropocêntrica em que o homem passa a ser o referencial e o fio de prumo de quase tudo. Até mesmo o culto é medido pelo impacto que causou nas pessoas, se lhes foi agradável e se elas se sentiram bem. Tudo é planejado para que as pessoas queiram voltar. Estas coisas são boas, mas não são o cerne do culto. Sua relevância não pode se medir por como as pessoas se sentiram. Pessoas de coração duro, sem desejo de compromisso com Deus, querendo apenas promessas, podem se sentir bem em um culto que apazigúe seus corações. Mas talvez estejam precisando ser incomodadas! Se uma pessoa está longe de Deus ou em desacordo com sua vontade e se sente bem em um culto, este pode ter sido significativo para ela. Até mesmo relevante porque a fez sentir-se bem, confirmando seu estilo de vida. Mas foi biblicamente relevante?
Sabemos que o culto tem uma dimensão horizontal, ou seja, deve alcançar as pessoas. Mas a questão deve ser enfocada a partir daqui: para quem é o culto? Depois, qual o propósito do culto? Em terceiro: quais os elementos constituintes do culto biblicamente relevante? E por fim: qual a estrutura do culto biblicamente relevante?
Estas perguntas nos nortearão na busca das respostas às perguntas: "O que são cultos biblicamente relevantes? Como ter cultos biblicamente relevantes?". Comecemos pela primeira resposta: para quem é o culto? Mas antes definamos o que é culto. Por dedução, consideremos culto a partir de uma definição de "cultuar" encontrada em um documento da Convenção Batista Brasileira:
Os batistas brasileiros, em resumo, acreditam que cultuar é vivificar a consciência pela Santidade de Deus; nutrir a mente com a verdade de Deus; purificar a imaginação pela beleza de Deus; abrir o coração ao amor de Deus; e dedicar a vontade ao propósito de Deus. [1]
Troque o verbo "cultuar" pelo substantivo "culto" e os verbos vivificar, nutrir, purificar, abrir e dedicar por substantivos deles derivados. Aí estará uma definição de culto da Convenção Batista Brasileira. Não a única definição, mas uma definição bem expressiva.
O “tédio religioso” sempre foi um dos maiores inimigos do cristão, no que se refere ‘à sua vida espiritual. O tédio é um estado mental resultante do esforço para manter interesse por uma coisa pela qual não temos o mínimo interesse. Por exemplo: participar de uma escola dominical, quando nosso desejo era estar na praia. Este fato tem levado a Igreja, em nossos dias, a oferecer certos atrativos ao povo, no que tange ao culto. “Em muitos lugares raramente é possível ir a uma reunião cuja única atração seja Deus. Só se pode concluir que os filhos de Deus estão entediados dele, pois é preciso mimá-los com pirulitos e balinhas na forma de filmes religiosos, jogos e refrescos” (A. W. Tozer). [3]
Nesta mesma linha eis um oportuno comentário de Leila Gusmão e Westh Ney, no excelente Culto cristão – contemplação e comunhão:
Culto é a celebração do acontecimento mais dramático da humanidade! Como alguém tão justo, digno, puro e sem mancha pôde ser imolado por nós, pecadores? Como pôde sofrer morte aviltante, escárnio e dor? Sua história é uma história de amor e dificílima de ser compreendida por ser ele o Cordeiro de Deus, que por sua imensurável graça e amor se doou por nós e por todos que ainda virão. O drama do Calvário não pode ser esquecido. Cada culto é um trazer à memória o que nos traz vida e esperança. [4]
O culto deve nos relembrar o amor de Deus, a graça de Jesus e o poder do Espírito Santo. Culto não é catarse, o ato de por emoções para fora. Leila e Westh Ney foram felicíssimas: “Culto é a celebração do acontecimento mais dramático da humanidade”. Relembra-nos os atos de Deus e faz-nos refletir sobre seus efeitos em nossa vida. O foco do culto é a Divindade. E cada culto deve rememorar o Calvário!

Sabemos que o culto tem uma dimensão horizontal, ou seja, deve alcançar as pessoas. Mas a questão deve ser enfocada a partir daqui: para quem é o culto? Depois, qual o propósito do culto? Em terceiro: quais os elementos constituintes do culto biblicamente relevante? E por fim: qual a estrutura do culto biblicamente relevante?
Estas perguntas nos nortearão na busca das respostas às perguntas: “O que são cultos biblicamente relevantes? Como ter cultos biblicamente relevantes?”. Comecemos pela primeira resposta: para quem é o culto? Mas antes definamos o que é culto. Por dedução, consideremos culto a partir de uma definição de “cultuar” encontrada em um documento da Convenção Batista Brasileira:
Os batistas brasileiros, em resumo, acreditam que cultuar é vivificar a consciência pela Santidade de Deus; nutrir a mente com a verdade de Deus; purificar a imaginação pela beleza de Deus; abrir o coração ao amor de Deus; e dedicar a vontade ao propósito de Deus.
Troque o verbo “cultuar” pelo substantivo “culto” e os verbos vivificar, nutrir, purificar, abrir e dedicar por substantivos deles derivados. Aí estará uma definição de culto da Convenção Batista Brasileira. Não a única definição, mas uma definição bem expressiva.
1.Para Quem é o Culto?
Sabemos que o culto tem uma dimensão horizontal que não pode ser negada. Mas sua primeira dimensão é vertical. O culto é para Deus. Tal afirmação é óbvia, acaciana até. Mas tem sido olvidada e não pode sê-lo. A observação de Paul Plew precisa ser ponderada:
Temos sido influenciados por uma cultura pop que dita nossa atitude até no culto, onde prevalecem o entretenimento e a auto-satisfação individual, e onde termina havendo um mal-entendido sobre qual é o verdadeiro significado da adoração, quem está envolvido, quem é a platéia, quais responsabilidades existem e quem recebe a glória.
A maior relevância do culto, biblicamente falando, está no seu destinatário correto: Deus. Nossos cultos devem visar Deus, sua glória, exaltar seu nome, agradecer pelo seu amor e proteção, proclamar seus feitos, anunciar suas grandezas. Vários salmos podem ser aduzidos aqui. Mas o Salmo 145 é uma feliz síntese de todos os demais salmos no tocante às motivações para louvar a Deus, cultuando seu nome. Eis seu texto, na Nova Versão Internacional:
"Um cântico de louvor. Davídico. Eu te exaltarei, meu Deus e meu rei; bendirei o teu nome para todo o sempre! Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre! Grande é o SENHOR e digno de ser louvado; sua grandeza não tem limites. Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos. Proclamarão o glorioso esplendor da tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes. Anunciarão o poder dos teus feitos temíveis, e eu falarei das tuas grandes obras. Comemorarão a tua imensa bondade e celebrarão a tua justiça. O SENHOR é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor. O SENHOR é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. Rendam-te graças todas as tuas criaturas, SENHOR, e os teus fiéis te bendigam. Eles anunciarão a glória do teu reino e falarão do teu poder, para que todos saibam dos teus feitos poderosos e do glorioso esplendor do teu reino. O teu reino é reino eterno, e o teu domínio permanece de geração em geração. O SENHOR é fiel em todas as suas promessas e é bondoso em tudo o que faz. O SENHOR ampara todos os que caem e levanta todos os que estão prostrados. Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos. O SENHOR é justo em todos os seus caminhos e é bondoso em tudo o que faz. O SENHOR está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade. Ele realiza os desejos daqueles que o temem; ouve-os gritar por socorro e os salva. O SENHOR cuida de todos os que o amam, mas a todos os ímpios destruirá. Com meus lábios louvarei o SENHOR. Que todo ser vivo bendiga o seu santo nome para todo o sempre!".
A primeira preocupação do salmista é com Deus. Depois, com os participantes do culto. Quando preparamos uma ordem de culto ou até mesmo um sermão, qual nosso primeiro foco? Como as pessoas reagirão ou como Deus reagirá? Mesmo sabendo, reafirmo, da dimensão horizontal do culto, que ele é usado para proclamar o evangelho de Jesus, o nosso primeiro olhar no culto deve ser na direção de Deus. Se Deus for glorificado as pessoas serão alcançadas pelo poder de Deus. A vida de Isaías foi impactada porque ele viu a glória de Deus (Isaías 6.1-4).
O culto biblicamente relevante põe o foco em Deus. É justo querer alcançar as pessoas com o culto. Queremos a consolação e a edificação do povo de Deus. Queremos a conversão de pecadores. Mas devemos, primeiro, honrar e glorificar a Deus. Isto não é retórica. É questão de prioridade e de método. Deus abençoa o que o glorifica. Devemos evitar a tentação em que muitos incorrem de desejar fazer o papel do Espírito Santo, isto é, produzir emoções nas pessoas.
Que o culto seja voltado para a glória de Deus, que o honre, que o exalte, que levante bem alto o nome de Jesus. Este é o culto em espírito e em verdade, o que parte do íntimo do adorador e que independe de geografia (em que monte?) bem como de manipuladores. O Espírito Santo aplica este culto aos corações presentes.
2. Qual o Propósito do Culto?
No Salmo 145 vimos que o propósito primeiro do culto é glorificar a Deus. Esta linha surge em vários salmos. Um propósito segundo é proclamar Deus aos homens. Esta verdade também aparece em vários salmos, em momentos que o salmista, após louvar a Deus, se dirige aos fiéis. Isto também se vê no Salmo 145, onde após focar o alvo em Deus, lentamente o salmista começa a falar de outras pessoas. E conclui com esta frase: "Que todo ser vivo bendiga o seu santo nome para todo o sempre".
O culto também proclama o evangelho. O primeiro culto público da igreja primitiva terminou com a conversão de 3.000 pessoas (Atos 2.37-41). Não se pode pensar num culto intimista voltado unicamente para a igreja. Nas instruções sobre o culto, Paulo deixa claro que ele serve também para a conversão de incrédulos (I Coríntios 14.22-25). Paulo mesmo realizou cultos que redundaram em conversões e batismos (Atos 18.7-8).
O culto também edifica. Isto se vê em Atos 14.21-27. A idéia de cultos públicos não está implicitamente declarada, mas é obviamente pressuposta. Do ponto de vista prático, poucas coisas edificam mais uma igreja do que ver conversões, pessoas indo à frente aceitando Jesus como Salvador e depois descendo às águas batismais. Isto fortalece em muito a vida de uma igreja. Ou seja, a conversão de perdidos glorifica a Deus e edifica a fé dos crentes.
Neste sentido, o culto tem o que chamamos de dimensão horizontal. Ele edifica a igreja e é instrumento usado pelo Espírito Santo para a conversão de pecadores. O propósito do culto tem um tríplice aspecto. Glorifica a Deus, edifica os crentes e serve de anúncio da salvação aos perdidos.
Culto é a celebração do acontecimento mais dramático da humanidade! Como alguém tão justo, digno, puro e sem mancha pôde ser imolado por nós, pecadores? Como pôde sofrer morte aviltante, escárnio e dor? Sua história é uma história de amor e dificílima de ser compreendida por ser ele o Cordeiro de Deus, que por sua imensurável graça e amor se doou por nós e por todos que ainda virão. O drama do Calvário não pode ser esquecido. Cada culto é um trazer à memória o que nos traz vida e esperança.
O culto deve nos relembrar o amor de Deus, a graça de Jesus e o poder do Espírito Santo. Culto não é catarse, o ato de por emoções para fora. Leila e Westh Ney foram felicíssimas: "Culto é a celebração do acontecimento mais dramático da humanidade". Relembra-nos os atos de Deus e faz-nos refletir sobre seus efeitos em nossa vida. O foco do culto é a Divindade. E cada culto deve rememorar o Calvário!
3. Quais os Elementos Constituintes do Culto Biblicamente Relevante?
Os elementos constituintes do culto biblicamente relevante podem variar conforme o lugar, a cultura da igreja, suas possibilidades, etc. Mas olhemos o ensino bíblico que deve nortear a vida da igreja. Em Atos 2.42 lemos: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações". Eis um excelente comentário sobre o texto:
Este é o resumo dos elementos essenciais no discipulado cristão. Eram elementos que os apóstolos haviam aprendido de sua experiência com Jesus: seu ensinamento a respeito de sua pessoa e obra (Mateus 16.18-19; Lucas 24.26) e sobre a responsabilidade deles como seus seguidores (Mateus 5-7), a comunhão de Cristo com seus discípulos (João 13), a Ceia do Senhor - o partir do pão (Mateus 26.17-30) - e sua vida de oração pelos discípulos e com eles (Mateus 6.5-13; Lucas 11.1-13; João 17).
Tendo Cristo como o tema central, o culto se constituía de orações, pregação e celebração da ceia. Os cânticos não eram estranhos à prática dos cristãos até mesmo porque o Salvador cantou um hino com os discípulos (Mateus 26.30), que tem sido identificado com o Hillel (Salmos 113-118), cantado por ocasião da ceia de páscoa. Os textos de Efésios 5.19 e Colossenses 3.16 mostram que o cântico de hinos, cânticos e salmos faziam parte da liturgia cristã. A prática de louvar a Deus com cânticos está tão enraizada na experiência do povo de Deus que o Apocalipse traz vários cânticos do povo de Deus na glória, bem como de entidades espirituais. Hinos fazem parte dos elementos constituintes do culto cristão. E hinos de bom conteúdo comunicam a teologia da igreja, que é seu suporte espiritual.
A pregação é central no culto. O pessoal da música fica melindrado quando alguém diz que na hora da pregação se chegou ao momento mais importante do culto. Sente-se como se tivesse sido atacado e alega que tal declaração soa como se nada que foi feito antes tivesse valor. Não é o que se diz quando se pronuncia tal frase, aliás, desnecessária. Mas a pregação é mesmo o elemento central do culto. Jesus não disse "Ide e louvai" nem "Ide e cantai". Disse "Ide e pregai".
Conforme a cultura local, haverá mais elementos além de cânticos (individuais, comunitários ou por grupo), leituras e pregação. Mas um cuidado deve ser tomado. Vivemos num mundo sensual (dos sentidos), mais que da reflexão. Assim o culto tem apelado muito para a movimentação corpórea, bem mais que para o espiritual. Há cultos com "trenzinhos", com pessoas fazendo fila, segurando-se na cintura da outra e dançando, etc. A coreografia virou moda. A este autor, particularmente, não agrada e não lhe parece um ato de culto. Não está disposto a discutir a questão, porque não abre mão de seu ponto de vista. Mas os que gostam, tomem cuidado. Muita coreografia, e isto é dito sem maldade e sem exagero, se assemelha à dança do ventre. Já preguei em cultos em que durante a coreografia não sabia como me portar, pela profusão de umbigos à mostra. Cabem aqui as palavras de Paulo, em I Coríntios 14.40: "Mas tudo deve ser feito com decência e ordem".
4. Qual a Estrutura do Culto Biblicamente Relevante?
Surpreende-me que algumas pessoas vejam a confecção de uma ordem de culto como mundanismo ou engessamento do Espírito Santo. Um obreiro, obviamente bem intencionado, mas bastante confuso, escreveu-me dizendo que em sua igreja não havia "esse negócio de ordem de culto", porque isso limitava o Espírito Santo. Na igreja dele, o Espírito era livre para conduzir o culto como quisesse. Eu disse que na minha o Espírito era livre para agir antes do culto, trabalhando em nossas vidas e orientando-nos para confeccionar uma ordem de culto com nexo. Não o limitávamos ao momento do culto, mas à toda a vida da igreja. Ele agia antes do culto também, e não apenas no momento do culto.
Será que o Espírito só age no meio do improviso? Será que ele não age na mente de pessoas submissas que o buscam em oração, quando preparam uma ordem de culto? Muita gente confunde inspiração do Espírito com possessão. Como se a pessoa ficasse possessa pelo Espírito e aí não soubesse o que diz nem o que fala. Isto é uma superespiritualidade que resvala para a ingenuidade e vê a razão com desconfiança. Parece-me mais usado por pessoas com dificuldades de usar o raciocínio ou com medo dele. O culto biblicamente relevante precisa de uma estrutura. Que pode ser simples, mas oriente a congregação: o que está sendo dito? Que ensino bíblico se deseja transmitir? Com uma estrutura, mínima que seja, bem elaborada, evita-se o que se vê em muitos lugares: canta-se um hino de páscoa, faz-se um solo sobre o natal, recita-se uma poesia sobre a parábola das virgens e um quarteto canta sobre a volta de Jesus. Aí o pregador prega sobre o dia das mães. Se o culto é um todo, o que se ensinou? Deus pode tê-lo aceitado. Mas em sua dimensão horizontal, o que transmitiu?
Do ponto de vista estrutural, o culto deve se mover para frente, de forma dinâmica. As partes devem se ajuntar e caminhar numa progressão, evitando-se aquela impressão de colcha de retalhos. É muito desagradável quando se anuncia um solo, e o solista está lá no último banco, deixa passar alguns segundos, aí se levanta, vem caminhando lentamente, procura o pianista ou alguém do som para lhe entregar um playback, e aí é que vai se acertar o que será cantado. E o que dizer dos instrumentistas que na hora da execução da música vão afinar ou ajustar os instrumentos? Isto "mata" qualquer culto, dando uma impressão de desleixo e de falta de preparo. Além de quebrar um espírito no culto que o Espírito vinha criando.
No livro Uma igreja com propósitos, Warren diz que no culto de sua igreja não há espaço entre uma parte e outra. Elas vão se sucedendo sem deixar hiatos. Diz ele:
Existe muita "hora morta" entre os diferentes elementos da reunião. Quando um ministro de música termina o louvor, ele anda e senta. Quinze segundos depois, o pastor começa a pensar em levantar-se. Finalmente, ele lentamente vai ao púlpito e dá as boas-vindas ao povo. Enquanto isto acontece, os não-crentes já caíram no sono. Trabalhe bastante para minimizar os tempos de transição. Assim que um período de culto acabar, outro deve começar lentamente.
Tenho procurado fazer isto. As partes vão se sucedendo, levando o culto para frente, num movimento de progresso e de proveito, sem lacunas nas quais a atenção dos participantes se perca.
A elaboração de uma estrutura permite ver se a congregação está participando do culto ou apenas assistindo a exibição de artistas espirituais. Se a estrutura foi impressa como ordem de culto, orienta as pessoas para que saibam em que momento do culto estão, o que foi feito, o que virá. E ajuda as pessoas a saberem que hino será cantado. Nem sempre se ouve bem e alguém fica perguntando.

As partes de culto devem ser anunciadas com clareza para que todos saibam o que vai acontecer. Por isso devemos tomar cuidado na enunciação dos itens do culto, evitando palavras mastigadas, que ninguém entende, e o triste hábito do gerundismo: "Vamos estar cantando", "vamos estar ouvindo", "vamos estar lendo". Isto dói e incomoda. É horrível ouvir uma pessoa que fala assim o tempo todo. Evite-se também o "possamos". "Que possamos estar", "Que Deus possa nos abençoar" e outros usos do verbo "poder" que evidenciam a dificuldade no uso dos verbos. São expressões erradas que devem ser evitadas. Quem vai dirigir um culto e deseja que ele seja relevante deve se expressar bem. Se não consegue fazê-lo, que estude. Assim como estudamos canto, estudamos instrumentos, estudamos pregação e estudamos a Bíblia, que estudemos nossa ferramenta de comunicação, nosso idioma. Alguém dirá que é ser pernóstico notar estas coisas e que quem vai a um culto deve estar com o coração posto em outros aspectos. Não é correta esta observação. Falar direito não é ser pernóstico. Não querer aprender é que é ser pernóstico. É sinal de desleixo e auto-suficiência. Dirá alguém que isto nada tem a ver com "biblicamente relevante". Tem. Os tradutores bíblicos nos legaram uma obra bem feita, literariamente, a Bíblia em nosso idioma. O ensino bíblico (e o culto é ensino bíblico) deve ser feito de maneira eficiente. E quem tem atividade de comunicação deve saber fazê-lo. E precisa de humildade para aprender a se aperfeiçoar. Que a preguiça dos crentes não prejudique a condução dos cultos.
Conclusão

O culto biblicamente relevante é teocêntrico, tem a glorificação de Cristo como alvo, a Bíblia como suporte, comunica o amor e o perdão divinos, exorta os crentes a viverem acertadamente e a testemunharem de sua fé. É o culto que, encerrado, as pessoas dizem: "Estive na presença de Deus!", e não "Foi legal! Me soltei!". É para Deus, primeiro e acima de tudo.
O culto biblicamente relevante é aquele em que as pessoas dão o melhor de si. Em que os dirigentes buscam aperfeiçoar dons e talentos. É aquele que exerce impacto em nossa vida e é elemento causador de mudanças. Heráclito de Éfeso (540-480 a.C.) foi o filósofo das constantes transformações. Para ele, tudo estava em constante movimento. Dizia ele que não podemos tomar banho duas vezes no mesmo rio. Banhamo-nos, saímos e quando voltamos, o rio já é outro. E nós mesmos já somos outros. O culto biblicamente relevante deve ser assim. Nunca deveríamos ter as mesmas pessoas em dois cultos seguintes. Cada culto deveria efetuar transformações na vida dos participantes de tal maneira que no culto seguinte as pessoas presentes não fossem as mesmas pessoas de antes. Elas teriam sido transformadas. É o progresso espiritual até o "pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Ef. 413). O culto biblicamente relevante contribui para isso.
O culto biblicamente relevante é para a glória de Deus e para a transformação de vidas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008 @ 19:36,
1. LITURGIA
Liturgia – culto público oficiado por uma igreja. Forma pela qual um culto público e conduzido. Pode ser formal ou informal.
A palavra liturgia originalmente significa serviço ou dever público. Com a evolução dos séculos, no cristianismo, a linguagem, gestos, cânticos e parâmetros usados no culto público e nas demais reuniões de adoração e exposição da Palavra de Deus, são sinônimos de liturgia.
O culto da igreja é uma reunião de fiéis, um ajuntamento. Mas o que é igreja?
- É uma comunidade;
- É espiritualidade;
- É uma agência de salvação de pessoas;
- É cada pessoa, cada congregante;
- É o corpo de Cristo.
Igreja é também definida como assembléia de cidadãos da cidade celeste, convocados para fora do mundo e congregados no Corpo de Cristo; ou uma comunidade de crentes em Cristo que se reúnem num determinado lugar; ou ainda, uma comunidade dos discípulos de Jesus que seguem seus passos e dão continuidade à sua missão, isto é, a missão de Jesus.
Missão de Jesus:
Missão dos discípulos:
O propósito da Igreja:
- Dar vida e vida em abundância - Jo 10:10;
- Buscar e salvar os perdidos – Mt 18:11;
- Servir e não para ser servido, dando a sua vida – Mc 10:45;
- Libertar, evangelizar, curar a anunciar – Lc 4:18.
- O amor é a marca dos discípulos – Jo 13:05;
- Dar frutos que permaneçam – Jo. 15:8 e 16;
- Renunciar a si mesmo – Mt 16:24;
- Fazer outros discípulos, batizando e ensinando – Mt 28:19
- Adoração;
- Evangelismo;
- Serviço;
- Ensino, discipulado;
- Comunhão
- Edificação (I Co 14:28)
2. O QUE SIGNIFICA CULTUAR?
“Significa ir à igreja e escutar o sermão do pregador”.
- É atribuir honra e glória a quem ou a que o adorador considera de valor supremo;
- Veneração ou devoção expressa em público ou pessoalmente;
- Reconhecer o valor (worship).
3. LITURGIA É UM RITUAL?
No tempo em que vivemos, assim como no passado, existem símbolos que escolhemos como exemplo. Um pequeno gesto logo se transforma num rito. Todo rito tem um patrimônio simbólico a ser celebrado, e, às vezes, este patrimônio simbólico possui vários ritos, compondo um verdadeiro ritual.
A liturgia de uma cerimônia define-se como a forma da celebração de um amplo conjunto simbólico, no caso, evangelho. Um ritual expressa um período completo de sentido. Pensando assim, podemos afirmar que o culto é um ritual destinado a celebrar o patrimônio simbólico do evangelho.
Num “período litúrgico” de um culto, o conteúdo e a forma são peças imprescindíveis que expressam o que se quer salientar. O que sempre ocorre é uma liturgia estática, repetida culto após culto, alterando apenas os hinos, as leituras bíblicas e o conteúdo dos sermões.
O Evangelho é muito rico e extenso. Ele envolve toda a nossa vida e a vida da comunidade. É impossível que seu conteúdo se esgote numa única celebração, mesmo que repetido várias vezes. Uma liturgia “pré-fabricada” prejudica a celebração do evangelho como um rico patrimônio simbólico. Este tipo de liturgia força diversos ritos por parte dos oficiantes, deixando o culto numa superficialidade por não utilizar as riquezas do evangelho, e principalmente, por não suprir as verdadeiras necessidades dos fiéis.
Um bom culto deve ser criativo e relevante, falando sobre o que as pessoas estão sentido, vivendo, pensando, e, expressando, com o que elas trouxeram para expressar; deve ser bem dinâmico e com objetivos claros. Uma liturgia estagnada revela uma liderança limitada na compreensão do evangelho, sem criatividade para inserir numa ordem de culto programada, expressões espontâneas que se identifiquem com os participantes.
Precisamos questionar se estamos permitindo em nossas igrejas a expressão dos conteúdos do evangelho que proferimos. Para auxiliar nesta reflexão, lançamos algumas questões:
- O que pretende expressar cada elemento da liturgia programada?
- A forma escolhida é aquela que melhor se presta a esta expressão?
- Estão sendo celebradas aquelas categorias que definem o homem impactado pela mensagem (humildade, mansidão, serviço, etc.)?
- Qual a melhor forma para celebrar a adoração e a comunhão na ordem de culto?
Não podemos deixar de considerar o espaço físico da igreja. Além das quatro paredes que a cercam, ela possui um púlpito à frente e diversos bancos ou cadeiras viradas em direção a este púlpito, assim montada para que uma pessoa fale e as outras ouçam. Esta disposição mobiliária dificulta a participação de alguém que não esteja no púlpito, evitando por vezes a comunhão, a troca de experiências, os testemunhos, etc.
As soluções para estas questões aparecerão quando nos desligarmos dos constrangimentos culturais que tanto nos impede de encontrarmos soluções criativas.
Para que estes problemas possam ser enfrentados de frente é imprescindível uma boa compreensão da liderança da igreja quanto aos conjuntos simbólicos a serem celebrados, e que estes sejam ensinados a toda a igreja, para que não cause um mal-entendido litúrgico. Este mal-entendido pode até ser uma visão mágica de culto, onde a pessoa acredita que freqüentar, estar presente, passar pelas diversas etapas programadas do culto tenha o poder purificador, de produzir santidade, de remissão, ou ainda poder de agradar a Deus. Esta visão é a mais comum em nossos dias.
Mas não é de hoje que as pessoas se apegam forma para agradar a Deus. Em Isaías (1:10-20) encontramos o Senhor convidando o povo a apresentar um culto mais significante (v.18), que exista transformação de vidas. A cada minuto, o culto deve mostrar ao participante porque ele está ali, e, que ele deva corresponder-se com Deus, ali em seu íntimo. O membro não deve ir à igreja com a missão de apenas cumprir todos os itens da liturgia programada. Ele deve ir para adorar e cultuar a Deus.
È fundamental que se saiba o que está dizendo; que viva o conteúdo do evangelho, sem estar preso a frases feitas e clichês. A forma pode ser alterada sem ser adulterada, podendo até receber outras contribuições, sem medo de ser irreverente ou de perder-se. A liberdade é conquistada à medida que se conheça bem o objeto, no nosso caso, o evangelho.
Na verdade, o culto a Deus não admite espectadores. Todos são atores e devem saber o que estão dizendo, de forma literal ou dramática (ritual), porque o Deus do culto sonda os corações.
Que fazer para que nosso ritual litúrgico não seja um mero espetáculo? É preciso criatividade. E num certo sentido, a liturgia tende a matar a criatividade. É necessário, portanto, muito bom senso, para que sejam bem dosados os vários elementos á disposição.
4. ADORAÇÃO E ATOS LITÚRGICOS
“O objetivo fundamental de um culto é tornar Deus real e pessoal”.
“A forma do culto deve ser o veículo mais adequado para conduzir o adorador a um encontro real com Deus”.
“A maneira como uma igreja adora reflete a teologia da comunidade”.
Quem é Deus: Rei X Pai
Santidade X Amor
Reverência X Liberdade
“Se o culto concentra-se no homem, em vez de Deus, sugere um Deus que é um simples espectador que acompanha nossa atividade, como um avô que se diverte com as brincadeiras de seus netos”.
“Se nossa adoração não incentiva os membros da comunidade cristã a reconhecerem a dignidade de Deus e do Cordeiro (Ap 4:11), ela falha em princípio”.
4.1 Vocabulário Bíblico
“Em nosso mundo evangélico, repleto de reuniões, de estudos bíblicos, de bons livros, de música sacra, de mensagens, de conferências, de retiros, deveria se esperar que os cristãos refletissem o efeito destas atividades em vidas caracterizadas pela santidade. Mas, talvez, muitas vezes, vivamos uma espécie de “esquizofrenia espiritual”, onde dividimos a vida em dois compartimentos: um, envolvendo as atividades religiosas (cantar, orar, testemunhas) e outro, envolvendo todas as atividades não-religiosas (conversas, sociabilidade, tempo de trabalho e lazer, sentados à mesa, ou atentos aos programas de televisão)”
4.2 Conceito de Adoração
- Proskunéo – beijar ajoelhando-se ou prostrando-se – Jo 4:23. É um ato de submissão, reconhecendo a inferioridade diante da superioridade. É também um ato de humildade e reverência. O ambiente de culto deve deixar muito claro quem é o Senhor. Porque viemos? Para submeter-nos ao Senhor.
- Latreia – Servir. Adoração é render-se e servir a Deus. Mt 4:10 diz: somente ao Senhor - proskunéo (adorar) – e somente a ele daráslatreia (culto) – atos litúgicos.
- Threskéia – religião, adoração – Tg 1:26-27;
- Leitourgeo – Lc 1:23 e Rm 15:16 – serviço sacerdotal, sacrifício.
5. ISAÍAS 6 – CONCEPÇÃO LITÚRGICA
Existem vários tipos de culto: Louvor e Adoração, Ações de Graças, Cantado, Evangelístico, Ceia do Senhor, Batismos, Casamentos, Funerais, Público, Individual e Missões.
A Bíblia nos apresenta em Isaías 6, através de uma experiência pessoal, um culto que tem sido modelo para nossas igrejas:
a) Consciência de Deus e Sua Presença Viva – contemplação, visão, reverência, temor, deslumbramento. Deus está presente. – v. 1 e 2;
b) Adoração – Os atributos de Deus são reconhecidos aqui: Santidade, Onipresença, Soberania, Eternidade, Supremacia. – v. 3 e 4;
c) Confissão – Em reconhecimento do poder de Deus vem o reconhecimento da fraqueza humana. – v. 5;
d) Perdão – Renovação da consciência, purificação da alma que é alcançada através da confissão e arrependimento. – v. 6 e 7;
e) Mensagem ou Exortação – É quando ouvimos a voz de Deus e a recebemos – v. 8;
f) Consagração – Depois de purificados e reconciliados, respondemos dedicando nossas vidas no altar. – v. 9.
Em todos estes itens devemos intercalar orações, textos bíblicos, hinos, testemunhos, etc. O culto do começo ao fim é louvor. Quando estamos prestando culto, três pessoas estão envolvidas neste momento: Deus, o crente e o próximo.
CULTO
CRENTE
(comunhão)
DEUS CRENTE PRÓXIMO NÃO CRENTE
(evangelizando e
testemunhando)
6. ENTENDENDO O QUE É CULTO
Visões Diversas
- Uma reunião da igreja;
- Um encontro com Deus;
- A Celebração do evangelho;
- Ajuntamento do Povo de Deus;
- A Comunhão em ação;
- A presença de Deus se manifestando e a resposta do povo de Deus;
- Um serviço prestado a Deus pelo povo escolhido por Ele;
- Sinônimo de Adoração.
A) Definição Bíblica:
- I Co 10:31: “Portanto quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”.
- Cl 3:17: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”.
- I Pe 4:11: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o em todas as coisas, para que, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”
- Mc 7:6-7: “Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: este povo honra-me com o lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais as tradições de homens”.
B) Ênfases e diversidades nos cultos evangélicos:
- Didática – ensinar a palavra – Mt 28:19;
- Evangelística – persuadir os perdidos a confiar em Cristo – At 2;
- Koinonia – comunhão – At 2:42;
- Eucaristia – a mística da Ceia do Senhor – I Co 11:23-24;
- Diakonia – serviço ao sofrimento;
- Carismática - celebração – I Co 14:24-25.
C) Adoração é:
- Amar extremamente;
- Render-se. Prostrar-se e beijar. Vida de submissão. Proskuneo – Jo 4:23; Mt 4:10;
- Servir. Oferecer atos de adoração – serviços religiosos - que agradem a Deus. Latreia – Mt 4:10, Êxodo, Deuteronômio, Josué e Juizes, Lc 2:37, Rm 12:1, Hb 9:9, Ap 7:15;
- Portanto, é um ato de dar, de expressar, de ofertar, de reconhecer - atos litúrgicos -, muito mais que receber e tirar proveito (atitudes egoístas);
- Reverenciar. Temer. Preocupar-se com o que agrada a Deus. Obedecer. Sebein ;
- Homenagear alguém que merece (louvar);
- É relacionamento/intimidade com a pessoa de Deus;
- Reconhecer quem Deus é: seus atributos e os seus atos poderosos;
- É vida consagrada a Deus;
- É um estilo de vida (I Cor. 10:31);
- “O transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino”;
- “Resposta de celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer”;
- “Sacrifício oferecido a um Deus para aplacar a sua ira” (culto pagão).
D) Culto não é:
- Um espetáculo a ser assistido
- Ritos religiosos tradicionais (Mc 7:6-7)
- Uma seqüência de músicas, leituras e mensagem
E) Características do Culto
- Envolvente;
- Dinâmico;
- Prático: devemos ser levados a ter atitudes concretas e reais. A igreja primitiva deixa-nos o exemplo de que os cultos levam à doutrina dos apóstolos, à comunhão dos santos, à igualdade social, à liberalidade cristã, ao amor fraternal, à singeleza de coração, ao louvor a Deus, à simpatia do povo e ao crescimento da igreja (At. 2).
F) Objetivos do Culto
- Os mesmos da igreja: adoração, comunhão, ensino, serviço e evangelismo;
- Tornar Deus real;
- Conduzir o adorador a um encontro com Deus.
G) Requisitos para o culto/adoração
- Verdadeiros adoradores – João 4;
- Sabem que suas vidas são conhecidas e descobertas diante de Deus (v. 19);
- O local primordial de adoração e culto é a própria vida, o seu corpo, templo do Espírito Santo;
- Não só aos sábados, mas todos os dias da semana, por 24 horas (v. 20-21);
- Só pode adorar quem conhece a Deus, e prossegue constantemente na busca do conhecimento e intimidade com Ele (v. 22). Sabemos que isto só é possível através de Jesus (Fp 3:3);
- Saber que o Pai deve ser adorado com sinceridade e autenticidade, em espírito e em verdade. A falsidade, a hipocrisia e a incoerência na vida não combinam com verdadeira adoração.
H) Culto é uma reunião da igreja
- Portanto, os objetivos do culto devem estar em concordância com os propósitos da igreja;
- Os propósitos da igreja podem ser resumidos em: adoração, comunhão, ensino ou discipulado, serviço e evangelismo;
- Deve haver implicações de cada propósito nas nossas reuniões.
I) Sacrifícios e Ofertas do Culto Cristão
- No AT, os sacrifícios serviam para propiciação (Lv – 1:4-6); celebração (o cordeiro pascal – Ex 12:21-22), sacrifícios de consagração (Lv. 6:19-23) e gratidão (manjares - Lv. 2);
- No NT, os sacrifícios dependem do sacrifício de Jesus – Is 53; I Co.5:21; I Pe. 2:24; I Jo 2:2, etc.):
- Nós oferecemos sacrifícios espirituais (I Pe 2:5); nossos corpos (Rm 12:1);
- Oferecemos louvor que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome e a prática do bem e mútua cooperação (Hb 13:15-16);
- Oferecemos as pessoas que discipulamos ( Rm 15:6; Cl 1:28);
- Oferecemos nossos recursos (Fp 4:18; Ef 5:2);
- Lembramos o sacrifício de Jesus na Ceia do Senhor sem sacrificar o corpo de Cristo (I Co 10:16-17; 11:23-24).
J) A comunhão e o serviço em ação:
a) Bases:
- Todas as partes do corpo são importantes;
- Em cada reunião deve ter algo para cada um: homem/mulher, idoso/jovem, solteiro/casado, músico/sem sensibilidade para a música, sábio/iletrado, etc;
- Cada cristão é um servo/ministro de Deus;
- Cada um tem uma função diferente, pois Deus deu, a cada crente, dons e talentos;
- A igreja precisa da participação de cada um;
- O Espírito Santo fala conosco quando falamos uns com os outros.
b) Ter comunhão significa:
- ORAR juntos e CANTAR juntos;
- FALAR uns aos outros (testemunhos, conhecer-se, grupos pequenos, atividades familiares);
- APRENDER juntos (estudos bíblicos, exortação, representações, filmes, conversas);
- COMER juntos;
- Cada semana a comunhão deve incluir estes ingredientes; onde a mistura pode ser diferente, o que dará um SABOR diferente;
- As formas litúrgicas (maneiras de se expressar) não são tão importantes quanto pessoas;
- É mais importante ser sensível ao Espírito de Deus (flexibilidade) que obedecer a um esquema rígido;
- Algumas formas nos ajudam a fazer melhor certas coisas, mas as pessoas é que dão significado às formas.
7. APLICAÇÕES PRÁTICAS:
- Sentar-se, às vezes, de forma que as pessoas vejam os rostos uma das outras, ou seja, em formas circulares. Isto favorece a construção de relacionamentos interpessoais, estimula a participação... mas requer o uso de cadeiras ao invés de bancos. Este recurso pode ser utilizado em cultos familiares, retiros, etc.
- Haverá momentos, todavia, em que a atenção deverá estar em uma só pessoa/foco e a melhor disposição dos assentos é esta que estamos acostumados: em fileiras.
- A participação dá-se de múltiplas formas: aconselhamento, música, testemunho, recursos visuais, ensino, abraços, cumprimentos.
- Incentivar as pessoas a que venham às reuniões para doar (além de receber), mas não para sentar e só assistir.
- A música deve ser apresentada por idades, culturas e estilos representados na comunidade.
- Orações podem ser feitas a dois, em pequenos grupos, como um só grupo, ou em silêncio. Isto permite que se dividam as cargas de cada um, se expressem necessidades pessoais e coletivas, e que haja testemunhos abundantes.
- Esta comunhão deve ser muito bem planejada, para assegurar participação ampla e variada. Por isso, os líderes e o pastor devem avaliar regularmente o andamento dos trabalhos.
DIRETRIZES PARA A CELEBRAÇÃO CRISTÃ
Coerência com o todo da vida de louvor e adoração
“Quando não há culto na vida, não há vida no culto”
Sintonia como o Espírito de Deus, a começar de quem ministra e administra a celebração (pregadores, regentes, dirigentes, instrumentistas, vocalista, sonoplastias, auxiliares, etc.)
1. Unidade na visão bíblica;
2. Unidade na visão da IAP;
3. Unidade nos relacionamentos;
4. Unidade espiritual;
5. Unidade musical.
Diversidade e riqueza
“surpresas para a congregação”
1. Estilo musical;
2. Forma de expressão;
3. Dimensões da expressões;
4. Artefatos;
5. Repertório.
Participação Congregacional
Ênfase na participação da congregação e não nas participações eventuais (solos, conjuntos musicais, instrumentos, celebrantes, etc.).
Celebração
Contrição, quebrantamento, auto-avaliação e confissão devem fazer parte das celebrações, mas não devem marcar o estilo da celebração. O povo de Deus deve se reunir para se alegrar na presença de Deus, louvar seu caráter santo e responder aos feitos cotidianos de Deus com gratidão e louvor.
Informalidade, espontaneidade e comunhão
As celebrações na igreja devem ser encaradas como reuniões de família, integradas no todo da vivência comunitária, e não como um evento extraordinário. As pessoas devem se sentir à vontade para derramar o coração na presença de Deus. Devem tomar conhecimento umas das outras e devem aproximar-se mutuamente. Quem dá o tom de reverência é o dirigente e não a congregação (dirigente de culto ou apresentador de TV?).
Edificação e Proclamação
A celebração deve ter sua ênfase voltada para o povo de Deus que celebra e busca edificação, sem, contudo, negligenciar a necessidade de uma mensagem coerente capaz de impactar o não cristão. Nesse caso, temos dois momentos distintos na celebração: louvor e mensagem. Temas - Conteúdos e linguagem devem ser harmonizados em cada um dos segmentos da celebração.
Funcionalidade
Não há necessidade de que cada celebração contemple todas as dimensões de expressões litúrgicas, mas temos três momentos presentes em todas: louvor, dedicação e proclamação. As participações eventuais (coros, solistas, etc.) devem possuir um propósito definido à luz das dimensões contempladas na ocasião.
8. COMO PREPARAR UM PROGRAMA DE CULTO
(Sozinho)
1) Preparar-se espiritualmente:
a) Ore para que Deus o ajude nesta tarefa;
b) Ore por um discernimento das carências espirituais da sua comunidade reunida;
c) Ore pelas demais pessoas envolvidas na organização e execução do culto.
2) Junte informações necessárias:
a) Procure saber o título do sermão e o texto bíblico;
b) Qual a ênfase do programa?
c) Órgãos musicais envolvidos: coro, solistas, grupo de louvor, música instrumental, coreografia, teatro, etc…
d) Repertório (nome, texto, e o máximo de informação a respeito das músicas).
3) Materiais necessários:
a) Hinários diversos;
b) Listagem dos cânticos por assunto, tonalidade, estilo…
c) Bíblia com concordância;
d) Livros devocionais;
e) Antigas ordens de culto.
4) Considere o perfil da comunidade reunida:
a) Metropolitana, suburbana, rural;
b) Jovens, velhos, crianças;
c) Nível sócio-cultural;
d) Tradicional, contemporâneo, formal, informal.
5) Lembrar objetivos e elementos de um culto:
a) Os objetivos gerais do culto devem ser transmitidos pelo pastor
b) O culto pode ser dividido em tópicos ou ser temático:
- Culto por tópicos – quando dividimos no planejamento as diversas partes do culto. Ex.: louvor, celebração, adoração, contrição, proclamação, oração, consagração.
- Culto temático– quando o programa todo é montado em função do objetivo geral do culto. Pode ter os diversos momentos do culto por tópicos, mas tudo é planejado de uma forma que o tema central do culto seja valorizado sempre.
- Elementos do culto:
· Celebração ð é o tempo de ajuntamento. Pessoas diferentes se reúnem para o culto. A celebração é festiva. Com ênfase na alegria comunitária.
· Adoração ð momento de glorificação a Deus. Pode ser conseqüência da celebração. Adoramos a Deus por seus atributos e por seus atos poderosos de amor. Deve ser transmitido aos adoradores o valor de deus na vida das pessoas.
· Oração ð confissão, petição, intercessão: pessoas diferentes trazem expectativas e problemas diferentes. A oração é a oportunidade de um contato individual, ou em pequenos grupos, ou coletivo como o Deus adorado.
· Proclamação ð tempo para ouvir voz de Deus. A palavra é o centro deste momento e normalmente acontece no sermão.
· Consagração ð é normalmente a resposta aos chamados de Deus para as nossas vidas. É tempo de reflexão e se possível expressão desta resposta.
6) Selecione as músicas e outras formas de expressões de acordo com a sua função no culto.
a) Tenha um repertório variado, com estilo musical apropriado para o momento especifico a ser vivido.
b) Evite quebras de emoção. Exemplo: euforia, imediatamente para contrição ou para momentos que exijam grande concentração; ou vice-versa. Mudanças do ambiente devem ser preparadas.
c) Evite “buracos” que quebram a prejudicam a visão e percepção do todo. (Obs: os momentos de silêncio intencionais distinguem-se destes buracos).
7) Valorize o início e o final do culto - prelúdio e pósludio. Seja qual for a opção – música instrumental, gravação, livre – planeje os efeitos desejados.
8) Escolher as pessoas que devem conduzir cada momento do culto.
9) Garanta que os responsáveis por cada uma das partes deste culto estejam informados e sintonizados como o todo do culto.
a) Redigir o programa, detalhadamente, especificando cada passo e cada responsável.
10) Características desejadas para um culto:
a) Essência e conteúdo;
b) Relevante;
c) Unidade e coerência;
d) Envolvente, contagiante;
e) Criatividade;
f) Experiência/encontro sensível com Deus.
11) Quem deve dirigir o culto?
a) Requisitos espirituais:
- Conhecer a Palavra de Deus;
- Dependência de Deus;
- Convicção de sua missão de servo;
- Experiências espirituais crescentes;
- Unção do Espírito;
- Humildade.
b) Requisitos Técnicos:
- Facilidade de Expressão;
- Simpatia;
- Capacidade de síntese;
- Conhecimento;
- Liderança.
Um bom dirigente deve conhecer a comunidade. Jamais deve esquecer que ela é constituída de pessoas.
PESSOAS SÃO:
Experiências
Analíticos
Práticos
Dinâmicos
Aprendem
Sentindo
Vendo e Ouvindo
Pensando
Fazendo
Gostam
Discussão
Mapas
Questionar
Passeio
Gostam
Compartilhar
Retroprojetor/ Data-show
Debater c/ líder
Dramatização
Gostam
Simular
Recursos audiovisuais
Pastores
Retiros
- Pode-se utilizar dos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar) no culto.
O culto deve trazer para a igreja:
- Comunhão – onde cada um faz parte da família de Deus;
- Discipulado – ensino – levar a Jesus
- Serviço – edificação
- Evangelismo
- Elogios, estímulos – Hb 10:24-25.
9. INSTRUÇÕES PRÁTICAS PARA OS DIRIGENTES DE CULTO
- Cuidar para que não haja excesso de barulho e baixa qualidade nos som dos instrumentos.
- Evitar falar entre e durante os cânticos. Todavia, é bom, ter comentários que levam à reflexão.
- Evitar ficar repetindo letras das músicas enquanto o povo canta.
- Não transformar o auditório em robô. Não levar o povo a toda sorte de imitação, gestos, repetição de frases de efeito, gritos, etc. “Agora faça isto”; “Não está bom, pode ser melhor…”
- Não exagerar no tempo dispensado ao louvor, não é a sua adoração que determinará se ele é agradável a Deus e aos irmãos.
- Não deixar o povo muito em pé.
- Evitar textos difíceis de se entender. Toda palavra difícil deve ser explicada à congregação. Ex.: “Ebenézer”, “No fragoso alcantil, nas escarpas da serra…”, etc.
- Evitar as “broncas” na igreja. A abordagem positiva é sempre melhor.
- Pouca participação: mude, por exemplo, para um momento de oração.
- Se quiser conduzir a igreja à adoração: ADORE, siga o exemplo.
- É importante a variedade. Diferentes dirigentes, diferente estilos.
- Desenvolva a capacidade de conviver com críticas.
- Tenha uma lista de cânticos da igreja. Classifique-os por temas e tonalidades.
- Comece onde o povo de Deus está espiritualmente. Verifique o clima espiritual da congregação no momento.
- Evite exortar o povo para ser mais expressivo, ou você estará estimulado a religiosidade. Evite cânticos que os obriguem a respostas externas, se não houver antes uma resposta interna.
Data-Show – Se sua igreja ou programação especial disponibilizar deste recurso, é importante que o exploremos o máximo:
- Letras dos Hinos do BJ;
- Letras dos Cânticos;
- Leituras Bíblicas em conjunto – devido às várias versões da Bíblia que existem hoje, fica muito difícil efetuar uma leitura alternada, como antigamente.
- Avisos – Ilustrados em Power Point, ou estilo jornal. Este recurso possibilita a criação de pequenas “propagandas”.
- Testemunhos – Escolha algumas pessoas de sua igreja e filme depoimentos de testemunhos.
- Trechos de Filmes e clipes – serve para ilustrar, como uma parábola. Em musicais ou cantatas é possível interagir com a imagem projetada.
- Apresentação de bebê – colocar nome e fotos do bebê (na maternidade, com os pais, com avós, etc).
10. PROGRAMAS DE CULTO
A) MODELO DE CULTO DA IGREJA ADVENTISTA DA PROMESSA
Baseado no Manual da IAP:
- O diretor deve chegar mais cedo para cuidar da programação. Ele é responsável pela escolha dos hinos apropriados para o início e o final do culto.
- Anúncios – todos os avisos;
- Entrada dos mesários;
- Oração silenciosa pela mesa.
- Início em nome de Jesus.
- Cântico do hino congregacional do hinário Brados de Júbilo;
- Leitura bíblica – pelo diretor, pelo pregador ou outro responsável;
- Oração em favor do culto e da mensagem – pelo diretor ou outro responsável;
- Apresentação das visitas (nominalmente)
- Momento musical (grupo de louvor, solistas ou coral, a critério do diretor)
- Oferta – oração objetiva pelo diácono da escala, antes ou depois da coleta. Nunca por uma pessoa do auditório. Agradecimento pelos dizimistas da semana.
- Palavras sobre os componentes da mesa.
- Número musical de introdução à mensagem
- Pregador: leitura bíblica e oração
- Pregação (Apelo)
- Oração em conjunto (com intercessão por necessitados)
- Hino Final – Hinário BJ
- Bênção Apostólica – ministrada somente por consagrados (pastores ou presbíteros)
- Momento de silêncio (oração silenciosa)
- Saída coordenada por um diácono ou diaconisa, iniciando pelo púlpito, coral, etc.
- Duração do culto – de 60 a 80 minutos. Iniciar sempre no horário. Aos sábados ás 10:15h, aos domingos às 19:30h.
Esta programação da IAP é um pouco flexível. Por exemplo, no que se diz respeito aos anúncios, algumas igrejas os fazem antes do início do culto, outras após o culto, existem as que fazem no meio do culto. Os cultos não oficiais (Cultos da UMAP, SOFAP, DIJAP, conferências, cantatas, pôr-do-sol, etc.) tem liberdade para fazer sua própria liturgia, contanto que não saia da filosofia bíblica da igreja:
O Culto deve ser divino (Hb 9:1) e racional (Rm 12:1). Divino no sentido de estar prestando adoração e louvor à Divindade Eterna. Racional porque tanto os dirigentes, como a congregação, devem ter certeza que o trabalho está sendo realizado segundo a vontade de Deus, e nos padrões bíblicos. Os cultos oficiais têm valor doutrinário, isto é, que aborde temas que destaquem as doutrinas bíblicas, defendidas e vividas pela igreja.
B) OUTRO EXEMPLO DE PROGRAMA DE CULTO
CULTO EVANGELÍSTICO - “TU ESTÁS CAÍDO”
- Prelúdio: Instrumental
- Oração Invocatória: Dirigente
- Hino Congregacional: hinário BJ
- Leitura Bíblica: Isaías 1:1-20
- Louvor (Grupo de Louvor):
- Sara-me Senhor e Sararei
- Cristo Levou Sobre Si
- Renova-me, Senhor Jesus
- Mensagem: (esboço):
- Caído, que doloroso! Aqui Deus diz:
a) Israel, tu caíste e te desligaste da tua aliança comigo
b) Caído da alegria com Ele
c) Caído no pecado, desviado dele.
- Um chamado amoroso: convertei-vos!
- Um chamado para a conversão:
a) Palavras de confissão
b) Palavras de arrependimento
- As bênçãos que sucedem a conversão:
a) Curá-los-ei; amá-los-ei
b) Serei para ti como o orvalho
c) Frutificareis como a oliveira
d) Serão para mim fragrâncias como a do Líbano.
e) Terão abundância
- Sublime Convite (Apelo)
- Oração e louvor
- Pastorais
- Bênção e Póslúdio
11. ATIVIDADES
1. Organize uma programação especial e preencha o quadro a seguir:
- Defina os objetivos principais do culto;
- Escolha um tema e um texto bíblico básico;
- Determine a duração do programa;
- Convide o(a) mensageiro(a) e deixe-o a par dos objetivos da programação e como ele será realizado. Combine a duração “média” da mensagem;
- Escolha do repertório: quantos hinos, quantos cânticos, hinos especiais, solo, coral, etc., e sua duração.
- Palavras especiais – de superintendente regional, presidente de resofap, pastor convidado, autoridades civis, etc., também devem estar no programa com tempo determinado.
- Determine quais os recursos visuais que vão usar – peça teatral, dvd, banners, decoração, etc.
- Verificar a estrutura do local do culto – espaço do palco, ou da frente da igreja, aparelhos de som, luz, data-show, retroprojetor, telão, camarim, cortinas, acomodações para a platéia, etc.
- Marcar data de ensaios gerais, se precisar.
ORDEM DE CULTO - ORGANIZADORES
Tema : _________________________ Texto básico: _________________ Objetivos do culto: ___________________
N.º
Horário
Item
Responsável
Som
Data-show
Iluminação
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
ORDEM DE CULTO – Participantes
-Dsa. Vilma Martins Bertulino
BIBLIOGRAFIA
BASDEN, Paul. Estilos de Louvor. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2000.
CORRÊA, Miguel – Como fazer um programa de culto – Apostila para FATAP;
FREDERICO, Denise Cordeiro de Souza. A Seleção de Cantos para o Culto Cristão: critérios obtidos a partir da tensão entre tradição e contemporaneidade na música sacra cristã ocidental. 195 f. Tese (Doutora em Teologia) – Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia. São Leopoldo – RS, 1998.
GRUDEM, Wayne – Teologia Sistemática
HUSTAD, Donald P. A Música na Igreja. S. Paulo: Ed. Vida Nova, 1981.
MENDES, Genésio – Manual da Igreja Adventista da Promessa. 1ª ed. G. Ed. A Voz do Cenáculo. São Paulo, 1993.
WARREN, Rick – Igreja com Propósitos
YAMAKAMI, Norio – A Igreja do Novo Testamento. Parte 1. Apostila para o Seminário Teológico Metodista Livre.