O Avivamento que precisamos



Pr. Dinelcir Souza Lima - 2009


Ultimamente tem-se falado muito em avivamento ou reavivamento. Não é nada
novo. Isto se ouve entre os evangélicos desde o século XIX quando reagentes
à Teologia Liberal que se formou na Europa sob a influência do iluminismo,
tomou impulso se espraiou para os Estados Unidos e se espalhou pelo mundo,
começaram a pregar a santificação, porém com fortes conotações místicas (misticismos)
baseadas sempre em experiências pessoais de êxtase, euforia e supostas
revelações divinas.


A Teologia Liberal não morreu. Adaptou-se a interesses regionais e tomou
formas variadas em diversos continentes. No nosso tomou a forma da Teologia
da Libertação
e, também, se alojou na forma americana do Evangelho Social.
Entre nós batistas brasileiros esta última forma foi a que mais angariou
simpatizantes e praticantes.


Como os adeptos da Teologia Liberal e seus “filhotes” não consideram a
Bíblia como sendo a Palavra de Deus escrita, inerrante, e como consideram a
que a razão humana, os interesses e as características seculares
“progressistas” estão acima das Escrituras, não foi difícil se alojarem nos
Seminários e Editoras, sob o manto do humanitarismo, e influenciarem jovens
vocacionados em direção a um ministério pastoral secularizado, voltado
somente para os aspectos humanísticos.


É claro que as igrejas começaram a fracassar. A Igreja de Cristo é uma
instituição espiritual apesar de estar no mundo. Está no mundo, mas não é do
mundo. É uma instituição formada por pessoas que morreram com Cristo e já
ressuscitaram com Cristo (Salvos), portanto uma instituição que, apesar de estar no
mundo, já vive a eternidade. Como subsistir, então, voltando-se total ou
principalmente para as coisas temporais? Muitas igrejas foram deixando de
ser composta por pessoas regeneradas, ressuscitadas com Cristo e passaram a
ser apenas um grupamento de pessoas mundanas, voltadas para o que é mundano (mundanismos).


Mas a necessidade espiritual é uma realidade. Em um clube social, em uma
ONG, em uma escola de dança, em uma academia de ginástica, em cursos de
trabalhos manuais etc. ninguém encontra satisfação espiritual. O ser humano
sente isso e por isso mesmo as religiões sem Cristo, na sua grande maioria,
se mantém separadas disto tudo que muitas igrejas batistas movidas por sua
lideranças pastorais insistem em colocar como fator de existência e
preservação eclesiástica. Além disso, nenhum líder religioso subsiste como
líder religioso se a sua comunidade esquecer completamente das práticas
espirituais e se dedicarem somente às práticas materiais.


Diante dessas realidades, igrejas secularizadas e líderes secularizadores (contextualização),
estão se unindo no propósito de oferecer e buscar algum tipo de avivamento
espiritual que faça as pessoas se sentirem espirituais, satisfeitas com as
comunidades religiosas das quais fazem parte.


Esta busca de satisfação espiritual não tem limites porque, sem o Evangelho
da Salvação não há satisfação espiritual, não há paz real. A euforia
momentânea provocada pelo turbinamento do bem-estar passa rapidamente e
coloca milhares de pessoas em um ciclo vicioso de busca de novos eventos
turbinantes que os levarão sempre a um desregramento e distanciamento da
espiritualidade ideal ensinada por Jesus Cristo.


Que precisamos de um tipo de avivamento isto é realidade. Mas que
avivamento? Ser cada vez mais saltitantes, mais suados, mais galhofeiros,
mais barulhentos, mais místicos? Isto não é avivamento, é indecência para
com o culto estabelecido por Deus nas Escrituras, é falta de ordem conforme
ensinada pelo apóstolo Paulo.


O avivamento que precisamos é o de retornarmos às Escrituras, de nos
dedicarmos a dar ouvidos aos ensinamentos de Cristo e seus apóstolos, é o de
frutificarmos para a videira verdadeira que é Jesus Cristo. Desligados dele
não há vida, desligados dele não há possibilidade de se produzir vida. Ele
nos disse como e nos ordenou que produzíssemos vida. Ele nos nomeou para
isso. Se queremos que os batistas experimentem um verdadeiro reavivamento,
pensemos primeiramente que a maioria da nova geração precisa, na verdade é
de nova vida, de conversão, de regeneração, de ressurreição em Jesus Cristo.
Dediquemo-nos, então, a pregar-lhes o evangelho da salvação em Jesus Cristo,
pelo reconhecimento do pecado e arrependimento diante de Cristo, pela
entrega de vida a Jesus Cristo para que ele produza a nova vida em cada um
dos que cresceram dentro das igrejas mundanizadas ou que foram atraídos para
elas com uma falsa religiosidade completamente distanciada das Escrituras.
Em terceiro lugar, precisamos sair pelas ruas, bairros, cidades e estados do
nosso país pregando que só há vida, só há salvação em Jesus Cristo de quem
dizemos ser o nosso Senhor e Salvador.

Pr. Dinelcir Souza Lima