Gestão (Celestial) de Resultados

GESTÃO (CELESTIAL) DE RESULTADOS




Dudinho veio passar o fim de semana aqui em Terê e já ouvimos vários Cds de música clássica, vimos um filme sobre o Nazismo e passeamos pela cidade. Hoje fomos assistir ao culto da manhã na PIBT, onde conheci uma irmã presbiteriana muito espiritual - a Zeny - com que senti a maior empatia.


Dudinho me tirou da rotina e isto foi bom para mim, pois, sem tradução alguma para fazer, eu já estava começando a me sentir deprimida e a pensar nos amados que se foram, sentindo uma saudade enorme de todos eles. O pior de chegar à “quarta idade” é o peso da saudade. Quase todas as pessoas que mais amei neste mundo já foram para a eternidade e me sinto deslocada, desejando ir para perto do Senhor Jesus e de Paulo, meu apóstolo amado.
Contudo, não posso me queixar da vida, pois tenho boa saúde, um trabalho gratificante e pessoas que me amam e até dizem gostar dos meus escritos e da alegria do meu estilo, uma alegria interior, que até me dispensa de uma cirurgia plástica, pois, tendo pele oleosa e vivendo a sorrir, as rugas da idade quase não aparecem. Quando saio para as compras, como ontem, por exemplo, sempre encontro pessoas que me dizem: “Você está linda! Como é bom encontrá-la aqui, pois você nos transmite fé em Deus e muita alegria!” Como tenho escrito, meu galardão já está no vermelho, pois as pessoas me tratam com tanto carinho, dando-me tanto apoio, que até me sinto culpada de ser tão feliz!


Acabo de me lembrar de uma historinha que recebi, há uns três anos, em dois e-mails simultâneos, a qual adaptei ao meu estilo, contando como duas mulheres - com o mesmo nome - chegaram aos portões do céu e foram recebidas por São Pedro. As duas mulheres exerciam profissões diferentes. A primeira (Maria das Dores) era uma pregadora penteca (pentecostais) e a outra (Maria Célia), era uma taxista. Morreram no mesmo dia e logo bateram à porta do céu, para receber das mãos do apóstolo Pedro a chave das respectivas mansões celestiais. (João 14:2-3). Ambas acreditavam em Deus Pai e na Divindade do Senhor Jesus Cristo, portanto eram salvas (salvos), pois até mesmo uma pastora penteca pode ser salva, contanto que seja realmente cristã, amando mais a Deus do que à sua denominação. Em sua Oração Intercessória (João cap. 17) Cristo declara no verso 3, falando com o Pai: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.


Quando entregou a chave a Maria das Dores (a pregadora), Pedro lhe deu também uma túnica branca... Sem bordado algum.


Em seguida, voltando-se para Maria do Céu (a taxista), entregou-lhe uma túnica branca bordada com fios de ouro.


Maria das Dores ficou indignada e foi logo reclamando:
“Desculpe Irmão Pedro, mas deve haver um tremendo engano, pois sou uma pastora pentecostal ‘ungida’ e recebi menos do que essa taxista, que era um verdadeiro desastre na profissão. Ela vivia batendo com o carro, subia nas calçadas, batia nos postes, enfim amassava o carro dela quase todos os dias. Era campeã de multas e repreensões policiais! Enquanto isso, eu passei muitos anos servindo à minha Igreja, inclusive pregando todos os domingos na avenida que tem mais igrejas na cidade, aquela que leva ao Cemitério Caingá... Como é possível que ela mereça uma túnica com fios de ouro e eu receba esta, sem bordado algum?


Pedro ficou impassível e explicou: “Não existe engano algum. Aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional do que a de vocês, lá na Terra... Já ouviu falar de GESTÃO DE RESULTADOS? Nós sempre nos orientamos por resultados (galardão), e observamos que, nos últimos anos, cada vez que você pregava a sua teologia penteca, as pessoas dormiam, de tão cansadas de gritar, pular e ondular os braços, antes da pregação. Quanto à sua companheira de ‘jornada às estrelas’, cada vez que ela dirigia o seu táxi, cometendo tantas barbaridades, as pessoas se lembravam de Deus e oravam, silenciosamente, pedindo perdão dos pecados, suplicando a misericórdia divina, a fim de poderem chegar ao destino com vida!!! E, por causa disso, muitas se converteram ao Evangelho do Senhor. Como a “irmãzinha” pode ver, o RESULTADO é o que importa!!!


Não sei quem é o autor desta parábola, que adaptei a meu gosto... Ele só esqueceu de dizer que, mesmo orando, pregando ou batendo com o carro, se a pessoa não tiver passado pelo novo nascimento (João cap. 3) não vai entrar em qualquer mansão celestial, e nem vai ser vestida de túnica alguma, quer seja lisa ou bordada com fios de ouro.


Certo dia, encontrei uma linda postulante a freira no “Oswaldo”, almoçando com os pais. Puxei conversa (evangelismo), fiz-me simpática e sou tão “cara de pau” que dei aos pais dela um CD, pedindo, inocentemente, que lessem os dois artigos por mim traduzidos, contando a tenebrosa história de duas freiras católicas, que serviam de “esposas” para os padres com quem se confessavam, nos respectivos conventos. Se a menina não abandonar o convento, depois que os pais se convencerem da inutilidade (e do perigo) da profissão religiosa da filha, é porque são dois católicos papistas, mais cegos do que minha faca de cozinha.


O recado foi dado, com milhares de páginas de artigos e livros evangélicos. Espero que o Espírito Santo toque naqueles corações e os três se convertam (conversão) ao “único Deus verdadeiro”, deixando de crer em tantas “Nossas Senhoras” e nos outros “santos”. Que leiam a Bíblia e comecem a crer no Filho unigênito de Deus Pai, Aquele que veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou a pior!!!


Mary Schultze, 25/10/2009.
www.maryschultze.com