De acéfalos a paraplégicos

(Texto escrito a partir do conteúdo relatado a baixo)

É esse modelo de serve prá nós? Desde 1959  Cuba vive nessa “Democracia” que os nossos atuais governantes tanto defendem e estão aos poucos plantando em nosso território. Uma liberdade invejável, de quem comanda, e a proibição, dos comandados, de ter algumas regalias como conta bancária, empresas próprias, empregados e outras coisas mais; em troca trabalhariam para os governantes ganhando fortunas: US$ 17 (dezessete dólares) por mês, são elites, marajás e burgueses. É bom ficarem de olho quando abrirem concursos públicos por lá vai chover inscrições! Claro que quem está no comando não depende dessa fortuna, vivem como proletários, classe trabalhadora, menos favorecidos, iguais aos daqui do nosso país que até passam por dificuldades, coitados, tendo que pagar alugueis, contas de água, energia, alimentos, planos de saúde, combustíveis, vestimentas, pinga, opa! Pinga não, isso é de uso da cúpula, e outras necessidades básicas. E mesmo sabendo da possibilidade de nos depararmos com isso, nossos pés teimam em caminhar nessa direção, não comandamos nem nossos próprios membros inferiores. De acéfalos a paraplégicos, mas ainda restam as mãos que derepente podem fazer um sinal de salvaguarda.




Júnior Brito 
(esbjr@hotmail.com)






Cuba anuncia demissão de meio milhão de servidores públicos

"cuba, reuters"
O governo cubano anunciou nesta segunda-feira que demitirá pelo menos 500 mil funcionário públicos, ou cerca de 20% dos trabalhadores estatais do país, nos próximos seis meses.
Em contrapartida, as autoridades em Havana determinaram a ampliação do número de permissões para se trabalhar por conta própria e abrir pequenas empresas, na maior mudança de mão-de-obra para o setor privado desde a revolução cubana em 1959.
No mês passado, o presidente do país, Raúl Castro, já havia sinalizado que haveria cortes, ao dizer que gostaria de reduzir o papel do Estado para lidar com a grave crise que atingia a economia socialista do país.
Na época, ele disse também que as demissões teriam o objetivo de "suprimir os enfoques paternalistas que desestimulam a necessidade de trabalhar para viver".
Conta própria
Os cortes no setor público podem chegar a até 1 milhão de postos, já que a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) disse, em comunicado, que "é sabido que o excesso de vagas é de mais de 1 milhão nos setores orçamentário e empresarial".
A CTC afirmou que "o Estado não pode nem deve continuar a manter empresas com quadro de funcionários inflados, que criam empecilhos para a economia e deformam a conduta dos trabalhadores".
A maioria das vagas cortadas serão em setores burocráticos do governo, especialmente nos Ministérios do Açúcar, Saúde Pública e Turismo. Aos demitidos serão oferecidas vagas em setores com déficit de vagas de trabalho como agricultura, construção, magistério, polícia e construção.
Quem não aceitar o novo cargo será demitido e terá direito a receber um salário mensal a cada dez anos trabalhado. A idoneidade de cada trabalhador será o quesito analisado para se decidir quem fica no cargo e quem será demitido e já foram criadas comissões para estudar os casos.
Também serão emitidas 460 mil licenças para os cubanos abrirem seus próprios negócios e mais de cem tipos de atividades profissionais particulares passarão a ser permitidas. Outra novidade é que os autônomos poderão contratar funcionários - antes, a lei permitia apenas que parentes do licenciado trabalhassem na microempresa.
Os cubanos que abrirem ou já tiverem seu próprio negócio também poderão vender seus produtos ou serviços ao governo. Além disso, poderão abrir conta no banco e terão direito à previdência.
Dificuldades
Segundo o correspondente da BBC Mundo em Cuba, Fernando Ravsberg, as mudanças serão difíceis de ser aplicadas, por criarem situações como a de trabalhadores demitidos que passarão a ganhar mais que os que permanecerem no emprego.
Um engenheiro que deixou de trabalhar para o Estado há alguns anos disse a BBC que fatura entre US$ 70 (equivalente a R$ 120) e US$ 100 (cerca de R$ 170) por mês consertando sapatos.
O salário de um funcionário público é de US$ 17 (aproximadamente R$ 30).
Ravsberg afirma, no entanto, que o problema é que nem todos têm iniciativa, conhecimento ou habilidades para abrirem seus próprios negócios.
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