Governo Investe Mal na Saúde do Brasileiro




Mais uma pérola do nosso governo. O olhar que devemos ter diante de tal noticia se perde em algumas vertentes; a ideia de termos um melhor atendimento na nossa debilitada, dilapidada, destruída e doente saúde seria algo de saltar os olhos de estupefação se não desconfiássemos do que pode estar por trás de mais essa manobra. Então temos no país um grande número de Faculdades de Medicina e estas lançam a cada ano outro grande número de formados para o mercado de trabalho e são insuficientes para atender as demandas do crescimento populacional e dos campos de atuação? Onde estarão então se concentrando estes formandos e por quais motivos recusam certas frentes de trabalho? Sei que em todas as profissões dos diversos profissionais que se formam nem todos atuam na área de formação e tem outros tantos que, apesar de terem cursado, não tem competência para o exercício da profissão, mas, estes são minoria. Será que justifica ações como essa?


É sabido que muito do que se tem gastado ou supostamente investido na saúde, poderia ser economizado se houvesse investimentos em outras áreas de que a população precisa. Estão tentando tratar das doenças ou causas e nem sequer um olhar para a origem delas. Só um exemplo, se cuidassem melhor da qualidade dos alimentos que são produzidos em nosso país, no que tocam todas as questões sanitárias, transporte e comercialização estaríamos nos alimentando de produtos sem resíduo de agrotóxicos, mais baratos e de melhor aparência. Se houvesse mais investimento no homem do campo um circulo contínuo de problemas seria quebrado. Mais gente no campo, menos favelas na cidade; maior oferta de alimento e de qualidade, menos problemas de desnutrição e doenças; mais gente trabalhando, menos ócio; mais cabeças ocupadas, menos inclinação para a marginalidade; e por aí vai.


Como mencionei acima a ideia pode até ser nobre, mas como diz um ditado “de boas ideias o inferno anda cheio”.


Partindo deste pressuposto o que seria feito então com a segurança pública, com o crescimento da violência, do tráfico de drogas, da deficiência educacional? Importariam também profissionais nessas áreas? Não colocaríamos assim em cheque os profissionais que são formados aqui? Não seria uma incoerência propagar tantos avanços e não avalizar a competência dos atos de governo? É como se disséssemos comprem o que vendo mas não me chamem para usufruir dele pois não é seguro!


O que mais teríamos que importar? A nossa classe política? E viriam de onde? De Cuba também ou da Venezuela? Pode parecer estranho, mas acho que eles estão mais perto do que aparentam.
Edivaldo Brito Jr
7 de Maio de 2013